A realização da Cimeira Empresarial EUA-Africa será uma oportunidade para fomentar alianças estratégicas e impulsionar o crescimento das empresas africanas no sector tecnológico, defendeu, ontem, em Luanda, o Presidente do Conselho de Administração da SISTEC, Carlos de Melo.
Segundo o responsável, o certame representa uma plataforma para promover o posicionamento de empresas nacionais como a SISTEC, que ambicionam afirmar-se como líderes locais e regionais, com capacidade para congregar vontades de investimento de grandes multinacionais.
“O nosso objectivo é fortalecer laços de cooperação não apenas com empresas norte-americanas, mas também com outras congéneres africanas, para criar sinergias capazes de gerar soluções tecnológicas ajustadas ao contexto de cada país”, sublinhou.
Carlos de Melo considerou que a transformação digital em Angola poderá ser acelerada através do reforço das parcerias com empresas internacionais do sector das tecnologias de informação e comunicação, desde que essas colaborações estejam assentes numa base de adaptação às realidades locais.
“Temos realidades distintas, e não é possível aplicar, de forma automática, modelos usados nos Estados Unidos ou na Europa sem a devida contextualização, então, a aproximação deve respeitar as especificidades do nosso mercado”, realçou.
O gestor acrescentou, igualmente, que a prioridade da SISTEC não é apenas a busca por financiamento externo, mas sim por oportunidades que valorizem a presença local da empresa e que permitam o desenvolvimento de projectos de média e grande dimensão com impacto real na economia.
Nesse sentido, apelou a um maior envolvimento do sector privado na articulação com o sistema educativo, nomeadamente com as instituições de ensino superior para à adequação dos conteúdos curriculares às necessidades do mercado de trabalho tecnológico.
“É essencial reforçar a formação técnica e especializada dos nossos quadros, preparando-os para os desafios da digitalização e para o desenvolvimento de soluções próprias, capazes de responder aos problemas do país e da região”, enfatizou.
Para o PCA da SISTEC, a realização da cimeira em Angola representa um marco importante no reposicionamento do país como destino atractivo para investimentos no sector tecnológico.