Angola já realizou 35 cirurgias robóticas com sucesso desde o início do programa em Agosto do ano passado, em urologia, cirurgia geral e ginecologia-obstetrícia.
Os dados foram avançados, domingo, durante uma visita realizada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, ao Complexo de Doenças Cardiovasculares Dom Alexandre do Nascimento, onde recebeu uma actualização sobre as cirurgias urológicas e ginecológicas em curso.
Segundo um comunicado de imprensa do Ministério da Saúde enviado ao Jornal de Angola Online, a visita enquadrou-se na Semana da Cirurgia Robótica, uma iniciativa pioneira no continente africano que representa um marco importante na modernização dos serviços de saúde em Angola.
As intervenções cirurgias estão a ser conduzidas por equipas multidisciplinares, incluindo especialistas americanos e brasileiros, no âmbito do acordo com a Advance Care, refere a nota.
Estas equipas, acrescenta a nota, estão a trabalhar em estreita colaboração com profissionais angolanos em todas as fases do processo cirúrgico como pré-operatório, intraoperatório e pós-operatório.
Inovação tecnológica
Durante a visita, a ministra reiterou o compromisso do Executivo com a inovação tecnológica e a capacitação contínua dos profissionais de saúde, destacando o impacto estratégico do programa.
"Estamos a testemunhar um momento histórico para a saúde em Angola. A cirurgia robótica não é apenas um avanço tecnológico, é uma ponte para o futuro da medicina no nosso país", sublinhou, citada na mesma nota.
Esta iniciativa, disse, reforça a nossa visão de garantir cuidados especializados de alta qualidade, acessíveis e sustentáveis, com base em conhecimento nacional e cooperação internacional sólida.
Na ocasião, a ministra visitou ainda o Centro de Formação do Complexo, onde será instalado um moderno programa de simulação cirúrgica, destinado ao treino contínuo de médicos angolanos.
Angolana coordena equipa
A campanha de cirurgia robótica está a ser coordenada pela especialista Francisca Quifica, responsável geral da Cirurgia Robótica no Complexo Cardeal Dom Alexandre do Nascimento. A equipa é composta por urologistas, ginecologistas, anestesistas, médicos internos de várias especialidades e profissionais de enfermagem.
É de destacar a participação de profissionais provenientes de diversas unidades hospitalares, como o Hospital Geral de Cabinda, o Hospital Materno-Infantil Azacont e o Hospital do Prenda.
O país também registou três telecirurgias, sendo a de maior distância realizada em Junho último, um marco importante no uso da tecnologia remota em medicina, facto que posiciona Angola como o segundo país da África Subsaariana a realizar com sucesso uma cirurgia robótica.