• Angola dá passos na construção do Sistema de Ciência e Inovação


    A ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Bragança, garantiu, quarta-feira, no município dos Navegantes, em Benguela, que nos últimos anos Angola tem avançado na criação de um ambiente propício para a ciência e tecnologia, conforme delineado na Estratégia de Longo Prazo Angola 2050.

    A governante discursava na cerimónia de abertura da 9.ª Conferência Nacional sobre Ciência e Tecnologia (CNCT) e da 4.ª Feira de Ideias, Inovações, Ciências e Tecnologia, que decorre até amanhã, sob o lema “Angola 50 anos: Promovendo o desenvolvimento baseado na Ciência, Tecnologia e Inovação”.

    Ao longo das últimas décadas, lembrou, o país tem empreendido passos significativos na construção e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Temos reforçado universidades, centros de investigação e infra-estruturas científicas aplicadas à formação de quadros altamente qualificados e estimulado, de forma crescente, a produção de conhecimento”, sublinhou.

    O Executivo, segundo Maria do Rosário Bragança, reconhece que o desenvolvimento sustentável depende da capacidade de inovar e utilizar a ciência para resolver problemas sociais e económicos.

    No âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023/2027, referiu, a promoção da investigação científica é uma prioridade, com ênfase em áreas como Saúde, Agricultura e Tecnologia de Informação. Segundo a ministra, a Conferência decorre num momento em que a ciência volta a assumir um papel central na diplomacia internacional, salientando que os desafios contemporâneos não conhecem fronteiras.

    Maria do Rosário Bragança afirmou que o ambiente que se cria com a CNCT propicia a troca de experiências e a colaboração entre investigadores científicos de instituições de ensino superior e de investigação e desenvolvimento, sendo essencial a sua aproximação ao sector produtivo para garantir que as inovações geradas se traduzam em soluções práticas e aplicáveis.

    Maria do Rosário Bragança reconheceu que o ritmo acelerado das transformações globais exige um esforço ainda maior: fortalecer a capacidade de investigação aplicada, promover a modernização tecnológica dos sectores produtivos, cultivar uma cultura de inovação nas instituições públicas e privadas, bem como consolidar, de forma consistente, uma economia capaz de gerar valor, competitividade e bem-estar para todos.

    A ministra de Estado para a Área Social considerou que a ciência é, hoje, o instrumento mais poderoso para enfrentar os grandes “desafios do nosso tempo”.